7 de nov. de 2008

Hola, que tal?

Este é um post de apresentação, portanto, olá!
Antes de começar a postar algo aqui, acho necessário dizermos e definirmos alguns pontos:
1. Eu, Luana, integrante do Cantinho since 03/11/08, sou a única mulher a postar neste espaço, então não sei como reagirão os leitores e/ou colegas blogueiros, visto que, eu, mulher, entendendo-me neste mundo sexista, inevitavelmente tenho e quero demonstrar minha visão FEMININA das coisas :). Homens são complicados, confusos, etc etc etc (regra número um da política de boa vizinhança dos blogs: nunca difame seus parceiros. Principalmente se eles são a maioria absoluta uta) e podem criar caso, mas, meninos, isso talvez seja bom para vocês entenderem melhor esse mundo que pensam tão incompreensível (e tbm para acalorar as polêmicas, convenhamos). Já vou logo dizendo que acho a teoria do banheiro ligeiramente machista.
2. Estou lendo a Menina que roubava livros, de um escritor alemão chamado Markus Zusak (tsuzác) e tô gostando até.
3. Eu escrevo sempre, ou quase sempre, com inclinações linguísticas . Sobre um poema, um livro, um autor, um fenômeno verificado na língua portuguesa coloquial (vide PUTZ), sei lá (Carlota, que tal voltar pra cá e ser minha companhia feminina e "letrista"?). Não quero aborrecê-los e o blog será bom pra eu diversificar meus escritos. Até eu conseguir, paciência, ok?

Comecemos, pois. Não temos toda a noite:
Desafio-lhes a me dizer sobre o que é o texto que se segue (vamos, respondam a isso, participem nos brados! Eu mereço um quorum legal na minha primeira postagem, senão me demitem!). Não vale pesquisar no Google ou afins, e não é tão chato quanto pensam. Se for, vale pelo menos para intrigá-los e para depois vocês terem a felicidade de dizer "Como eu não pensei nisso antes?"

Com gemas furtadas financiando-o, nosso herói desafiou bravamente todo o desdém e a zombaria com que tentavam impedir o seu intento. “Seus olhos vos enganam”, retrucou. “Um ovo, não uma mesa, tipifica este planeta inexplorado”. Agora três irmãs obstinadas buscam as provas, forjando o seu caminho ora na calma vastidão, ora sobre picos e vales turbulentos. Assim, os dias se tornaram semanas enquanto os incrédulos espalhavam boatos e temores por toda a parte. Finalmente, como que chegadas do nada, criaturas aladas surgiram trazendo a certeza do sucesso.

(o texto é mesmo só isso)

Agora despeço-me.
Boa noite, até a próxima.

*Lipe, não me xingue por atropelar seu post, nem por contrariar a sua teoria.

10 comentários:

Zimmer-Homem disse...

Seja bem vinda!

Bom, vou começar então: já que estou no quarto período do curso de comunicação, tenho visões diferentes sobre o que é um texto, mas já vou adiantando que não tenho medo dessas teorias chatas do pessoal das letras.
Quem constroi sentido é o leitor (isso se ele conseguir criar algum sentido), o texto é só um monte de signos e a "compreensão" (existem infinitas maneiras de compreendê-lo) dele é completamente sujeita à de quem o lê e, claro, das experiências passadas da pessoa.
Como parece - o texto que você colocou, e, pricipalmente, o que você falou antes, têm objetivo de exaltar as diferenças entre os leitores e você, única mulher no blog. Isso foi a impressão que tive.
No meu estado atual, estou sem paciência para quebrar a cabeça com esse texto, mas o que consegui pensar nesse momento foi: ovo = óvulo, héroi = espermatozoide, "os dias se tornaram semanas enquanto os incrédulos espalhavam boatos e temores por toda a parte" = gravidez, " criaturas aladas surgiram trazendo a certeza do sucesso" = anjinhos!
Tentarei mais tarde novamente..
Yeah!

Zimmer-Homem disse...

Os anjinhos não me deixaram parar de pensar em Jesus. To forçando, mas vai saber né..
Pensei mais:

"três irmãs obstinadas": reis magos.

"gemas FURTADAS": furtadas por que? porque Maria era virgem e ninguém podia bolir nas suas gemas.

"o desdém e a zombaria com que tentavam impedir o seu intento" = tá na bíblia, vocês sabem.

"forjando o seu caminho ora na calma vastidão, ora sobre picos e vales turbulentos"= tá na bíblia também.

"incrédulos espalhavam boatos e temores" = ééé..

essa é a parte mais viajada: "Um ovo, não uma mesa, tipifica este planeta inexplorado" = pra mim ele tá falando de sexo, negando ele e afirmando o óvulo que traria o Menino.

hahahaha que loucura...

Lua(na) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lua(na) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zimmer-Homem disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Lua(na) disse...

Lipe, eu concordo com você sobre o texto estar sujeito à interpretação do leitor e sobre a costrução de sentido, mas nem tudo é permitido. O autor não morreu!!

No caso desse texto, eu o coloquei porque o estudei em uma aula, exatamente por causa da construção de sentido, e achei interessantíssimo descobrir do que ele tratava depois, pq não tinha sequer imaginado!!!

Gostei demais das suas interpretações viajantes, rs...

No próximo post, então, eu faço uma observação contando qual a história que o txt conta.

Anônimo disse...

Luana, vc por aqui, que beleza!
É um sopro de ar fresco essa presença feminina! Eu ia ficar feliz demais da conta em me juntar a vc, mas meu lado "letrista" tá com defeito. Só que a coisa por aqui parece tá esquentando, então talvez eu queira meter meu bedelho no futuro. Por enquanto vou só ficar de fora admirando, pq eu to curtindo!

Quanto ao texto, nem idéia. Curiosíssima em saber do que se trata, faz logo o próximo post, mulher!

Zimmer-Homem disse...

O que tem o fato do autor não ter morrido? Se ele tivese morrido eu interpretaria o texto de maneira diferente?
O autor não morreu mas a partir do momento que ele publica o texto o texto deixa de ser dele.. Isso é a pós modernidade..

Lua(na) disse...

Não, lipe, rs, não é o fato de o autor ter morrido fisicamente, mas na crítica literária. A pós-modernidade "matou" o autor, no sentido de que permite todo tipo de interpretação pra qq texto.
Qdo eu digo que o autor não morreu, é pra falar que não vale qq interpretação, pq há em todo texto elementos autorais que devem ser considerados. Óbvio que vc pode interpretar o que quiser, dentro daquilo que o texto te fornece.

Isso foi só um pouquinho de teoria literária :)... Pra esse texto eu acho que vale qq coisa, pq ele não dá mtos elementos msm!
Devo dizer até que gosto mais da sua interpretação do que da que o autor dá...

Zimmer-Homem disse...

Uahh.. Sim.. Achei que você nunca ia admitir isso.. Bom então é isso mesmo que eu tava falando, só que eu sou mais radical, ainda mais quando se trata de internet: vale tudo...

Mentira.. Conta aí o que o autor fala!