29 de mar. de 2009

Malditos

Porque nenhuma sala de cinema de BH vai passar aquele filme sobre o Chê?

27 de mar. de 2009

Nietzsche

Difícil o nome dele né?
"Sem música, a vida seria um erro"

22 de mar. de 2009

Como um CD do Bee Gees mudou meu dia


play e leia:

Acordei hoje degradado, ressaquiado, com o coração dilecerado, um gosto de esgoto na boca e uma vaga lembraça de como cheguei em casa. O prédio do lado tocava um axé na maior altura e a vizinhança toda tinha sido convidada para a festa menos eu, que ainda estava tonto da noite passada. O dia tinha tudo pra ser péssimo.
Por uma feliz coicidência do destino, encontrei um CD do Bee Gees no carro da minha mãe e tudo mudou. Quando "Stayin Alive" tocou, me senti em um filme de seção da tarde, vendo todas aquelas pessoas felizes andando na rua curtindo um solzão de domingo e isso me animou. Parei numa padaria, comprei vários ingredientes para fazer um macarrão (inclusive bacon) e umas cervejas e voltei pra casa batucando o volante no estilo "saturday night fever".
Resultado: passei a tarde bebendo sozinho e cozinhando e eventualmente trocando uma idéia bastante filosófica com meu irmão. A diferença é que o tempo todo os Bee Gees tavam cantando pra mim e eu dançando com as panelas; até o macarrão ficou mais feliz.
Depois disso um amigo meu chegou aqui e nós vimos o galão ganhar e ficar lider do campeonato mineiro. Falamos mal de mulheres em geral e ouvimos o CD mais umas duas vezes.
A noite tirei algumas músicas deles no violão e cantei até ficar rouco, e estou até agora no computador ouvindo mais Bee Gees! Conversei com uma amiga de Campo Grande e fiz ela ouvir eles também e fiz um social no msn. Além de ter gravado uma música "sexy" no microfone do pc, como me disseram por ai, hehehe.
Eu não lembrava o tanto que gostava dos Gees e nem o tanto de memórias infantis que tinha associadas às músicas deles. E foi assim que um CD do Bee Gees mudou meu dia!




19 de mar. de 2009

Impulsos

Já tem um bocado de tempo que não posto aqui. A vida atribulada da cidade grande não me deixa tempo, hunf!

Hoje estou aqui por dois motivos, e os dois se referem aos Beatles:

O primeiro é esse daqui:















Vejam só que boa combinação de alimentação e bom gosto musical! A idéia foi do Marc Valega, um designer que eu não descobri de onde é, e eu achei muito boa (não só pq sou um fã incondicional, mas tb por causa das boas ilustrações, dos bons trocadilhos com os nomes...)! Óbvio que os sucos não existem de fato, porque é óbvio que os direitos de imagem dos nossos músicos são muito caros, mas é óbvio que iria vender bem!
Eu só teria um problema em comprar: meu suco preferido não é o que vem com o meu Beatle preferido. E aí??


O segundo motivo é relatar um episódio de emoção na minha vida, do qual os Beatles fazem parte, e dar ensejo a uma discussão sobre a repressão social ao nosso Id:
Estava indo pra aula segunda. Um trânsito do caramba. Nowhere man. Som alto. Across the Universe. Voz alta. Getting Better. Voz muito alta. Something. Todas as cordas vocais funcionando, interpretação, caras, bocas. Momento alfa da minha vida. Motoqueiro parado ao meu lado no sinal, com a cabeça torta pra mim, como quem dissesse "que loucura é essa?". Êxtase interrompido. Superego assumindo o controle. Volume do som e da voz abaixado. Cabelo arrumado. Corpo recomposto. Sinal aberto. Aula.


Boa noite!

16 de mar. de 2009

O paradigma do "bom dia"

Odeio quando as pessoas te corrigem o "bom dia".
A expressão "bom dia", na minha concepção, pode ser falada a qualquer hora do dia já que quando você a fala, você está desejando à alguém um bom dia. A pessoa deveria responder "obrigado" ou "obrigada", porque é uma gentileza você desejar que o dia dela seja bom.
Agora, se você fala "bom dia!" e um mela-cuéca vem e te corrige sutilmente: "boa tarde", ele não sabe que o seu desejo de ele ter um dia bom é muito melhor do que o dele de você ter apenas uma tarde boa, então sinta-se livre pra falar: "péssimo dia pra você seu bostinha!". Mas cuidado com a reação dele.
A dualidade da expressão: "bom dia" se resume em um sentido antigo; de desejar a uma pessoa que ela tenha um dia agradável, e um que a repetição e o mau uso dela a deu, que é: sentido nenhum! Não é um "oi", mas também não é um "bom dia" no sentido antigo, é só um "bla bla bla" de praxe, que expressa a nossa "educação" no sentido de adestramento, ou a perda da nossa animalidade e a pasteurização do nosso comportamento em sociedade. É quase como o tudo bem de "oi, tudo bem?", que também é um "bla bla bla" que quase ninguém responde sinceramente.
Melhor que dizer "bom dia", seria dizer "boa semana", ou "bom mês", ou "boa vida" . Ou "boa sorte"! Geralmente quando as pessoas dizem "bom dia", isso quando dizem para estranhos, é quando querem alguma coisa como serem atendidos num balcão ou algo do gênero.
Finalmente, do fundo do meu coração, um bom dia para vocês, e vão pela sombra!