11 de abr. de 2010

Controle Público na Comunicação, Segundo o FNDC

O que é controle público?

Controle público significa dar aos cidadãos as condições de escolher, opinar, acompanhar, monitorar um bem que é público: a comunicação. Para o FNDC, controle público é a possibilidade de incidência democrática da sociedade sobre o conteúdo dos veículos de comunicação. Para que haja controle público, também são necessários critérios que atendam o interesse da população no caso das concessões de rádio e televisão. Além disso, o interesse público deve ser respeitado pelas empresas de telecomunicações, de internet, pelos donos dos jornais e revistas.
Controle público não tem nada a ver com cercear a liberdade de expressão ou de informação, como pregam os donos da mídia. Tem a ver com a possibilidade de o povo brasileiro saber o que ocorre na comunicação brasileira e opinar sobre ela.

8 de abr. de 2010

A Chuva no Rio

Chove, chove, chove.
A culpa
É do Santo Pedro.
E a gente na rua dorme
Sem como voltar pra casa.
E a gente na rua chora
E a chuva me dá saudade.
E a gente na rua encolhe,
de frio e de medo
e de vontade,
pedindo pra todos os santos
que façam que a chuva pare.
E a gente na rua afoga.
No Rio
de
Janeiro.
E o Cristo chove.
E pra gente na rua,
Eu você e a Terezinha,
Aquele abraço!


Fui instigado a voltar a escrever.. Escrevi isso enquanto esperava o almoço aqui no Trailer Universitário da PUC.
Nhé... Moderno, não?

18 de dez. de 2009

1ª Conferência Nacional de Comunicação: conciliação foi palavra de ordem

Se a Conferência fosse um teatro, os movimentos sociais teriam sido os grandes atores

Hoje posso deitar na cama e dormir tranqüilo. A sensação é de dever cumprido. Tenho a impressão de que na cabeça de “Robertinho Marinhozinho”, pelo menos uma vez, o pensamento sobre não ter participado da Confecom deve ter martelado sua lista de preocupações.

Espero que as entidades empresariais que deixaram de participar da Conferência (ABERT, ANJ, ABRANET, ANER e ADJORI), e que representam, entre outras, a senhora Rede Globo e os jornais Estado de São Paulo e Folha de São Paulo – se arrependam de terem tomado a decisão infeliz de fugirem do debate, ainda por cima porque alegaram o absurdo: “a Confecom é contra a liberdade de imprensa”.

Pelo que vi, a TELEBRASIL e a ABRA (que é da BAND) saíram bem na fita no final das contas, e mostraram que estão abertas ao diálogo. Obviamente que de forma bem estreita, mas sim, registro aqui os parabéns a essas entidades que não boicotaram a Conferência de forma escusa e que nos enfrentaram. Lutamos a boa luta. Nós, “terríveis e perversos movimentos sociais”, e eles, “bonzinhos e engomadinhos empresários”.

Não é nenhum segredo que esta 1ª Conferência Nacional de Comunicação nasceu e cresceu sob o crivo da intriga e da dificuldade de “largar do osso” da oligarquia brasileira. Desde sua convocação pelo presidente Lula, em janeiro lá no Fórum Social Mundial, até o seu encerramento hoje, dia 17 de dezembro, passaram-se inúmeros episódios épicos e dignos de uma novela caliente mexicana.

Poucas horas antes do início da Confecom, e aliás: já no horário marcado para o início, e também durante as 3 horas de atraso da abertura, a BAND sentiu um medo repentino e quase pulou fora do avião quando ele já estava na pista, pronto para decolar. Enquanto nós dos movimentos sociais esperávamos na platéia, por trás do palco do Centro de Convenções de Brasília se passava a derradeira discussão antes do início do evento. Ela resultou em mais um recuo do setor denominado “Sociedade Civil” que demonstrou maturidade e mais abertura, e que nesse momento cedia para o processo de votação em “temas sensíveis” também nos grupos de trabalho e não somente na plenária final, como estava proposto. Posteriormente a situação foi revertida na votação do regimento, quando se votou uma proposta de que 10 propostas passariam pelos GT’s como “prioritárias”, sem a possibilidade da castração delas por alegação de “temas sensíveis”.

A votação do regimento interno foi o marco que direcionou toda a Confecom. O acordo das propostas sensíveis nos GT’s, apelidado de acordão, foi aclamado por todos os setores, em demonstração de disposição para o debate e de que a conciliação seria o caminho.

O atraso do começo da Conferência foi se estendendo até a plenária final, ficando cada vez mais preocupante. Os debates acalorados e as discussões, muitas vezes metodológicas, longas e cansativas, foram gradualmente postergando todo o processo. Em decorrência disso, os Grupos de Trabalho e a própria Plenária Final foram prejudicados e muitas propostas interessantes não puderam ser votadas por falta de tempo.

Os segmentos priorizaram a aprovação de propostas que vinham do acúmulo de outras etapas e de muitos anos de embate (invisível) no setor da comunicação. Algumas propostas interessantes foram aprovadas direto nos grupos de trabalho, tendo mais de 80% de aprovação.

A Conferencia referendou em suas aprovações, dentre outras: a criação de conselhos universitários paritarios (doscentes, discentes e técnico administrativos) para as TVs universitárias; garantir mecanismos de controle social e participação popular na mídia; a criação de um Conselho Federal de Jornalismo; a criação de um Observatório Nacional de Mídia; a criação de um Conselho Nacional de Comunicação; a regulamentação do capítulo da comunicação da Constituição; a manutenção da obrigatoriedade do diploma de jornalista; a regulamentação das profissões de comunicação; a reativação do Conselho de Comunicação Social do Senado (que está previsto na Constituição Federal) e a criação de uma nova Lei de Imprensa.

A Confecom aprovou também 10 moções, entre elas uma (nossa) de repúdio às entidades que não participaram, uma de apoio à exigência do diploma para que seja exercida a profissão de jornalista e uma de apoio ao povo palestino.

O Voto Sensível e o futuro do movimento

O “Voto Sensível” se revelou, como esperado, uma forma de barrar propostas, que foi usada pelo segmento empresarial, mas também pelos movimentos sociais. Quando um setor reivindicava que a questão em pauta era sensível, mudava-se o quorum de aprovação de maioria simples (50% +1) para 60% dos presentes mais um, sendo que pelo menos uma pessoa de cada setor teria que votar a favor. A verdade é que somente uma de inúmeras votações “sensíveis” conseguiu aprovar proposta. Levando em conta a proporção das delegações, que era de 40% para a sociedade civil, 20% para o governo e 20% para a sociedade civil empresarial, cheguei a pensar que seria impossível obter 60% dos votos da plenária.

Apesar dos votos sensíveis - que censuraram várias propostas prioritárias para os setores presentes, e que frustraram muitos delegados que viram nesse critério descabido uma forma para que fossem barradas as propostas mais polêmicas - muitas proposições foram aprovadas diretamente nos GT’s. Era necessário que obtivessem mais de 80% nos GT’s para que as propostas fossem direto para o relatório final sem que precisassem ser votadas na plenária final. E para que fossem rejeitadas de cara, deveriam ter menos de 30% dos votos.

A maioria dos movimentos da sociedade civil participantes reconhece que a Conferência foi de fato um avanço e que teve mérito por ter suscitado o debate da comunicação, por ter dado espaço para a discussão entre os três setores que estavam presentes e pelas boas propostas aprovadas.

Os movimentos sociais avaliam em sua maioria que a Confecom foi proveitosa para contribuir com a rede do movimento da democratização da comunicação e para seu crescimento, e já apontam o desafio para o futuro: continuar a luta e preparar desde já a próxima conferência.

As brigas, os debates, as entidades representadas; tudo foi muito rico e interessante na 1ª Conferência Nacional de Comunicação. A rádio “Nossa Casa”, diretamente do megafone de dois companheiros animados do Amapá, os panetones que nós levamos para a plenária final, o companheiro Hare Crishna que conhecemos, os sotaques e pontos de vista de todo o Brasil, as plenárias dos movimentos sociais que não poderiam ter sido mais turbulentas, as cervejas e as ressacas e o pouco tempo para dormir, tudo isso valeu.

Agora, moído de cansado e bobo de tanto sono, tenho a estranha sensação de que vivenciei um pedacinho da história sendo feita, ali, no Centro de Convenções de Brasília. Espero sinceramente que daqui a 20 anos eu possa olhar para trás e me lembrar que estive na 1ª Confecom e que até lá tenhamos avançado muito na democratização da comunicação e do Brasil.

Felipe Canêdo

13 de dez. de 2009

Novela de MSN

*Conversando com meu querido Lad "Herr Couto" no msn, sucedeu-se a seguinte conversa, prova viva (nem tão viva assim, vai) de que somos talentos desperdiçados! Segue ela, sem cortes, sem edições, e totalmente improvisada:


Lipe Canêdo says:
coutão, eu sou parceiro hein, não deixa de me ligar só porque i let you down this time

Herr Couto says:
meu velho, já era
ta tudo acabado

Lipe Canêdo says:
poxa, mas eu te amo

Herr Couto says:
vc jogou 8 anos de amizade no lixo

Lipe Canêdo says:
hahahaha
nossa velho, então é assim, Paulo Augusto
eu passo uma noite fora trabalhando e você me trai dessa maneira
ohh, não posso suportar mais essa situação
vou ter que comprar um pote de sorvete de 5 litros

Herr Couto says:
Jaqueline! Eu já sabia de tudo!

Lipe Canêdo says:
aiehaheheuiahe

Herr Couto says:
Pensa que eu nao te vi saindo com o Rodolfo Luís?
Tudo isso para tirar a irmã gêmea da Beatriz do país!
Só que eu descobri que ela nao tem irmã gemea!

Lipe Canêdo says:
Paulo, mas o Rodolfo na verdade é meu pai! Eu nunca te contei isto, mas acho que já é hora de você saber
por isto que eu nunca me dei bem com o Joaquim Otávio!

Herr Couto says:
É aí que o Joaquim entra em cena! Vc nao sabia que ele acabou de sair do sanatório? Como pode confiar naquele homem?

Lipe Canêdo says:
mentira!!! ele me disse que esteve em Las Vegas!!!
Ó, mas que mundo cruel!

Herr Couto says:
não! Aquele foi o Doutor Gonzo

Lipe Canêdo says:
O Doutor Gonzo na verdade é o Joaquim
e a noite ele vira a Jojô
transexual do bairro jaraguá

Herr Couto says:
(Paulo Augusto aponta uma arma para Jaqueline)
_Então vc descobriu tudo hein? Vc simplesmente nao poderia nos deixar em paz?

Lipe Canêdo says:
(Jaqueline se aproxima da janela)
Paulo, larga essa arma! A culpa não é minha... O josé otávio que me levou pra essa vida, ele é o Deus do sexo!

Herr Couto says:
Esses profissionais do sexo estao em todo lugar. Ninguem está mais a salvo
Essa cidade está gritando "Me fornique"
Jaqueline, vou por um fim nisso
(Paulo poe a arma na boca e puxa o gatilho)

Lipe Canêdo says:
"GRITOS"
(jaqueline se debruça* sobre Paulo e pega em seu pacote)
(Jaqueline desata a chorar)
(Jaqueline tira a roupa e pula pela janela)
"Palmas"
hahaiuhieauhe salva esse texto por favor!

Herr Couto says:
auheauehauehauehaueh


----------------------
Tá bom, tá bom. É uma besteira!
Então tá, me desculpem se vocês são tão sérios assim. AAAAAAAAAAHH

*no calor do momento escrevi "debriça" ao invés de debruça. Mudei isso para melhor entendimento de meus maravilhosos leitores imaginários!

12 de nov. de 2009

5 de nov. de 2009

Pós-Comtemporaneidades

PAH!

Quando a porta bateu, ele saiu correndo.

Maria brincava na rua, titubeava em seus passos imperfeitos, balangando de um lado para o outro, lentamente, como um pingüim. D. Josira assistia a neta sorrindo, sentada na mureta do canteiro. Maria, em sua vozinha aguda e inocente disse: “tchau”, quando o irmão saiu correndo.

Quando a porta bateu, Marília, a mãe, sentava no chão da sala, aos soluços.

Quando a porta bateu, Paulo, o pai, alisava seu bigode e dizia com sua voz rouca e firme: “Não dou duas horas, ele vai estar de volta”.

A pequena Maria em seu vestidinho de bolinhas vermelhas segurava um copinho de plástico com refrigerante. Quando a porta bateu, Mariazinha largou o copo, porque sabia que nunca mais veria o irmão.

Ela, aos três anos de idade, era a única que entendia a situação.

Ele, aos 14, preferiu Guaraná, e nunca mais tomou Coca-Cola.

2 de nov. de 2009

A Lei do Silêncio da Imprensa Mineira

Recentemente, o experiente jornalista Juca Kfouri afirmou que o Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, "deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante", em uma festa da Calvin Klein, no Rio de Janeiro. Ele disse ainda que a informação foi confirmada por "diversas testemunhas".

A assessoria de imprensa do governo mineiro desmentiu a história e contatou Juca, afirmando em nota, que a considera caluniosa. Mas Juca reiterou a notícia, dizendo que foi contatado pela assessoria e que o blog (http://bit.ly/sYC9 ) a mantém inalterada.

A jornalista Joyce Pascowitch, da Folha de São Paulo, relatou o mesmo incidente em seu blog (http://bit.ly/2PLfWV), sem citar o nome do governador.

O também experiente jornalista Ricardo Noblat, d’O Globo, desmentiu a história e falou que ouviu de Letícia, a namorada de Aécio, que: “Não aconteceu nada. Meu azar foi me apaixonar por um político".

Coincidentemente, saiu uma nota no blog do Portal IG (http://bit.ly/AUV9i), que mostra candidamente Aécio e Letícia na Praia do Jurerê, em Florianópolis, como um casal apaixonadíssimo, no dia 01, uma semana depois do suposto incidente.

A imprensa mineira fez valer sua subentendida e obscuramente acordada Lei do Silencio, e não comentou o assunto. Juca, jornalista experiente e conhecido que é, parece ter se levantado para fazer seu ofício em sua mais pura forma; o jornalismo que preza a notícia e preza o que é de interesse público. Os anos de trabalho com esporte, e sua extensa carreira nos fazem crer que a informação não foi plantada e que foi realmente apurada. Lastimavelmente, seus colegas mineiros não o acompanharam nessa incursão corajosa, e o incidente vai ser apagado pelo silencio em poucos dias. Assim, não poderemos saber se o Governador realmente agrediu sua namorada, e que, se isso ocorreu, que sua assessoria plantou a notícia de Florianópolis ou, se Kfoure ou suas diversas testemunhas tiveram interesse em relatar a suposta história.

30 de out. de 2009

I Som Na CUCA

Do blog da CUCA



Festival vai acontecer na Universidade Federal do Maranhão e será aberta a cidade de São Luís, entre os dias 19 e 20 de novembro. O evento é uma perceria do CUCA com a UFMA, através do Departamento de Assuntos Culturais da Pró- Reitoria de Extensão.

O Festival é aberto a todo estilo de música e já conta com inscrição de artistas do Maranhão e de outros estados.

O objetivo é revelar talentos, além de resgatar os grandes festivais universitários da década de 80, que revelaram músicos de expressão nacional, como Zeca Baleiro e Rita Ribeiro. Assim, o festival premiará as três melhores músicas e o melhor intérprete, segundo o juri técnico. Além da competição haverá apresentações de artistas da cidade de São Luís, como Negokáarpor, Wilson Zara (cover do Raul) e do grupo de chorinho da Universidade fazendo uma homenagem ao músico Antônio Vieira - Mestre Antônio Vieira, que dá o nome ao CUCA do Maranhão, além de possibilidade de apresentação de uma banda alternativa do Rio de Janeiro.

As inscrições para a mostra competitiva permanecem abertas até o dia 30 de outubro e podem ser feitas na sede do DCE-UFMA, fone, 98-3301-8169; na sede do DAC, das 08 às 12h e das 14h às 19h, de segunda a sexta e pelo site da UFMA, podendo o interessado solicitar ficha de inscrição no e-mail dacufma@yahoo.com.br.

Eu: Não vi falando nada de patrocínio pra bandas de fora irem, é uma pena. Acho essa idéia de reviver os festivais universitários muito massa.

25 de out. de 2009

Texto #69 (bem Rimbaudiano)

Este texto foi escrito em Canoa Quebrada depois de vários congressos estudantis, muitos mil kilometros viajados de ônibus com a bandeira da UNE nas costas, uns 13 dias em Fortaleza com uma galera louca e depois de ficar amigão do louco da cidade - que me mandou ler "O Lobo Da Estepe". Ele é dedicado ao Bujão.

A enfermeira gostosa é a materialização da perversão sexual incentivada todo dia na TV e reprimida todo dia na rua. A rua é a sistematização da programação caótica prevista nos manuais, é o caos sistematizado urbano. A perverção sexual é o fruto da salada de elementos condicionantes coercitivos de descontrole público. E eu aqui, estou sofrendo de amores pela mocinha de branco, será que é novela ou a volta de Lance Armstrong é mentira?...

20 de out. de 2009

Um Grito de Independência

Linda essa música! Buáá! Eu amo ela...

1 de set. de 2009

O Lobo da Estepe


"Muito me estava prometido ali, as vozes daquele estranho mundo,
acicatavam-me a curiosidade; nelas pensei profundamente durante
longas horas, e a advertência daquela inscrição me falava cada vez
mais claramente: 'só para os raros!' 'só para loucos!' Louco eu
devia ser, e sem dúvida era um dos 'raros'" Em clara referência ao
livro de Herman Hesse, a música de Ventania é cheia de
intertextualidades e mostra que o "Micróbio" de São Thomé
das Letras tem conteúdo sim, e que não é apenas mais um doidão
que segue o lema do discurso vazio da pós-modernidade.

5 de ago. de 2009

Sapo Cururu

Fui apresentado a essa música recentemente e to me divertindo com ela. Esse foi o único vídeo que achei do Jorge Mautner tocando ela, então pode pular o falatório se quiserem.

26 de jun. de 2009

Cidades

Cidade

Sou um efêmero e não muito descontente cidadão de uma metrópoleque julgam moderna porque todo estilo conhecido foi excluído das mobílias e do exterior das casas bem como da planta da cidade. Aqui você não nota rastros de nenhum monumento de superstição. A moral e a língua estão reduzidas às expressões mais simples, enfim! Estes milhões de pessoas que nem têm necessidade de se conhecer levam a educação, o trabalho e a velhice de um modo tão igual que sua expectativa de vida é muitas vezes mais curta do que uma estatística louca encontrou para os povos do continente. Assim como, de minha janela, vejo novos espectros rolando pela espessa e eterna fumaça de carvão, - nossa sombra dos bosques, nossa noite de verão! - as Erínias novas, na porta da cabana que é minha pátria e meu coração, já que tudo aqui parece isto, - Morte sem lágrimas, nossa filha ativa e serva, um Amor desesperado, e um Crime bonito uivando na lama da rua.
*o blogger não respeita a métrica louca de Rimbaud
Arthur Rimbaud (imagino que seja sobre Paris)


London

I wander thro’ each charter’d street,
Near where the charter’d Thames does flow,
And mark in every face I meet
Marks of weakness, marks of woe.
In every cry of every Man,
In every Infant’s cry of fear,
In every voice, in every ban,
The mind-forg’d manacles I hear.
How the Chimney-sweeper’s cry
Every black'ning Church appalls;
And the hapless Soldier’s sigh
Runs in blood down Palace walls.
But most thro’ midnight streets I hear
How the youthful Harlot’s curse
Blasts the new-born Infant’s tear
And blights with plagues the Marriage hearse.

William Blake


L.A Woman


"Well, I just got into town about an hour ago.
Took a look around see which way the wind blow,
Where the little girls in their Hollywood bungalows.
Are you a lucky little lady in the City of Light
Or just another lost angel?
City of Night.
City of Night.
City of Night.
City of Night.
Whoo! C'mon!"

Jim Morrison (Música do Doors)


The Lords


"The city forms - often physically, but inevitably
physically - a circle. A Game. A ring of death
with sex at its center. Drive towards outskirts
sophisticated vice and boredon, child prosti-
-tution. But in the grimy ring immediately surround-
-ing the daylight business district wxists the only
life, night life. Diseased specimens in dollar
hotels, low boearding houses, barsm pawn shops,
burlesques and brothels, in dying arcades which
never die, in streets and streets of all-night
cinemas."

Jim Morrison


Marchin To The City


"Well I'm sitting in church
In an old wooden chair
I knew nobody
Would look for me there
. . . Sorrow and pity
. . . Rule the earth and the skies
Looking for nothing
Anyone's eyes

Once I had pretty girls
Did me wrong
Now I'm marching to the city
And the road ain't long"
Bob Dylan


6th Avenue Heartache


The sirens ring, the shots ring out.
A stranger cries, he screams out loud.
I had my world, strapped against my back.
I held my hands, and never knew how to act.
And the same black line that was drawn on you was drawn on me, and now it's drawing me in.
6th Avenue Heartache.

Wallflowers (Jakob Dylan - filho de Bob Dylan)

9 de jun. de 2009

Tv Queijo Elétrico

Essa maravilha da paranóia midática pós-moderna é um quadro (como se fosse de um programa de tv, mas publicado na net, sabe?) feito por amiguinhos formados aqui na PUC. Tá bacana o formato e a irreverência tanto no conteúdo como na edição, desejo a melhor sorte pra esses friends. Segundo eles, a Tv Queijo Elétrico "se apresenta como uma nova mídia, que inova ao abordar novos artistas, mostrando a relação da cidade com suas obras e fazendo a cena cultural de BH acontecer." Neste programa tem uma entrevista com o Gustavo Negreiros da banda Black Sonora e uma matéria bem legal com a banda Pequena Morte.
http://blogqueijoeletrico.wordpress.com/ Yeah YEAH!

31 de mai. de 2009

Vocês conhecem esse tal de Sarney?

E esse Glauber Rocha, vocês conhecem?

Esse é um vídeo encomendado pelo então governador a ser empossado, José Sarney, ao prodígio do cinema, Glauber Rocha. Obviamente nunca foi utilizado, mas eu gostei. A fotografia me lembrou Sebastião Salgado.

Estoy de vuelta my amigos

Meus caros,

Me ausentei por uns tempos e até eu mesmo fiquei com saudade de mim. Andei passando por uma fase negra mas estou aqui de volta com essa terapia louca que faço comigo mesmo no Cantinho. Aqui segue um vídeo da melhor banda da atualidade: Mando Diao.

Em breve postarei algumas sanidades loucas da minha cabeça aqui, besos!

4 de mai. de 2009

Seria engraçado, se não fosse verdade...

26 de abr. de 2009

Ando meio desanimado para escrever aqui ultimamente..

Tragicamente meu computador sofreu uma lesão grave e corre risco de vida. Como não sou veterinário, não sei bem o que se passa, mas a possibilidade de perder todos os meus textos, inclusive uns que provavelmente seriam publicados aqui, me abalou psicologicamente e a improdutividade me infectou... Torçam para que meus arquivos de texto sejam salvos, beijos!

14 de abr. de 2009

Arte


Canêdo Warhol! Hehehe..

13 de abr. de 2009

Como pode ter gente que odeia seriado?

Isso é um seriado. O meu preferido. Fora de cogitação existir algo melhor. E eles não fazem parte daquela mesmice ou baboseira que impulsiona os não-assistidores-de-seriado-odeiam-tv-acham-tudo-uma-bosta a falarem que seriado é uma bosta. Esse vale a pena.




Ah, coloquei isso no banana também, pois é sensacional.

http://bananaflankarma.blogspot.com/